TRADUÇÃO do texto de John Clements, "Core Assumptions and the Exploration of Historical Fencing"
Por Giuliano Casagrande, Sexta, 24 de agosto de 2012 às 12:06
CORE ASSUMPTIONS AND THE EXPLORATION OF HISTORICAL FENCING
By John Clements, ARMA Director
PREMISSAS BÁSICAS E EXPLORAÇÃO DA ESGRIMA HISTÓRICA
Por John Clements, Diretor da ARMA
No passado, um adolescente cresceria em uma comunidade que o exporia a considerável violência. A natureza do combate armado não seria estranha. Enquanto amadureceria, o jovem adulto teria adquirido uma compreensão intuitiva daquilo. Em contraste, jovens de hoje crescem largamente ignorantes de qualquer coisa que tenha a ver com a realidade física da luta. No lugar disso, são informados por concepções imaginárias de video-games, educados por pressupostos da fantasia do entretenimento popular, e influenciados por incontáveis enganos comunmente promovidos por muitos esportes marciais asiáticos comercializados. Apesar de muitas vezes passarem despercebidos hoje, na luta armada histórica havia uma simples verdade em ofício: Quando pessoas estão de fato tentando te matar, as coisas são avaliadas de forma diferente. Tentar nos fazer mais atentos a estas diferenças é parte de nossa tarefa...
Como todos agora envolvidos no estudo sério no instinto das artes marciais européias analiza as fontes históricas em literatura que faz a fundação de nosso assunto, eles o fazem baseados em um conjunto de premissas básicas: pressupostos sobre como espadas e armamentos funcionavam, sobre quais ferimentos poderiam causar, sobre como as pessoas respondiam psicologicamente a violência pessoal e sobre como eles reagiam a ferimentos físicos, sobre como armaduras funcionavam, e sobre como o corpo humano se comprotava fisicamente em combate corpo-a-corpo.
Estes são todos grandes pressupostos e precisamos perguntar: exatamente no que os baseamos e de onde nós primeiro adquirimos nossas premissas básicas? Contos cavalheirescos e crônicas históricas? Reencenações modernas e demonstrações acrobáticas de luta? Esgrima esportiva? Ensinamentos das artes marciais asiáticas? Combate de palco? Jogos de RPG de fantasia? Nossos próprios insights e noções? Para ter certeza, as várias fontes para premissas básicas diferem entre estudantes e escolásticos. Estas fontes centrais em si também diferem amplamente em valor que oferecem para nosso entendimento do assunto (e alguns certamente provocam mais confusão que dão iluminação). Mas uma fonte central de onde podemos surpreendentemente conseguir muito pouco de informação crucial para nossas premissas básicas é na própria literatura marcial sobre o assunto em si. As limitações das fontes narrativas (isto é, lendas e guias de estudo) da época são facilmente identificáveis. Portanto, uma boa porção de nosso conhecimento /inicial/ das combativas deve primeiro vir de uma fonte externa à literatura.
Mais crucialmente, precisamos considerar: quais são os resultados de nosso entendimento de proceder de premissas básicas errôneas? Quais os efeitos e influências elas fazem em nossas tentativas de compreender os métodos históricos de esgrima (e nosso treino para que nossas técnicas sejam fortes, rápidas e fuidas)? Precisamos tentar estar atentos disso enquanto continuamente procuramos aprimorar a precisão de nossas premissas básicas e nossa compreenção de seus impactos. Isso requer nos educar não apenas sobre o conteudo das fontes literárias mas também sobre como armas históricas podiam ser manuseadas e como o ser humano em combate corpo-a-corpo se movia e se comportava. Falhar em primeiro desenvolver uma compreenção holística sufuciente dos operativos combativos (isto é, como pessoas se desempenhavam em confrontos violentos) não farão outra coisa que não resultar em más interpretações de técnicas de luta.
A exploração e reconstrução de habilidades de luta perdidas requer ambas interpretação de fontes de ensino quanto uma aplicação funcional comesurada de seus métodos. Ambas interpretação a aplicação juntas obviamente dependem, assim como exigem, um certo prerequisito físico mínimo. Interpretações iniciais, sem falar em experimentação prática, de uma combatividade histórica não devem seguir sem uma compreensão dos mecanismos corporais do combate armado e atleticismos físicos dos guerreiros históricos (e o manusear de suas ferramentas). Infelizmente, é muito fácil observar hoje entre os estudantes e pesquisadores entusiastas do assunto que isso frequentemente não é o caso (o que tristemente muitas vezes resulta em discordâncias desnecessárias entre praticantes e pesquisadores discordantes).
No curso de investigar estas habilidades, assim como construir um curriculum moderno de prática, nós invariavelmente devemos questionar pre-suposições básicas sempre que elas são encontradas. Fazendo isso nós podemos então encontrar ocasiões para criticar habitos de treino existentes ou métodos de prática que parecem faltosos ou falhos (e interpretações derivadas destes). Nós podemos justamente encontrar teorias e idéias faltosas, mas não indivíduos sinceros [?]. Assim, habitos de treino e métodos de prática que são determinados a serem deficientes para o estudo de uma arte marcial combativamente efetiva bem reputável, podem também fazer-nos céticos de interpretações - especialmente quando falta a modalidade de sua aplicação física. Quando uma técnica nova, estranha ou aparentemente questionável é efetivamente demonstrada com velocidade e energia sob condições adversas (usando equipamento historicamente preciso), sua eficácia é muito mais difícil de ser questionada do que quando é meramente explicada como uma interpretação teórica ou demonstrada apenas com um exemplo macio e lento (simplesmente passando por suas noções do que executando com velocidade e intenção).
Combate é um evento caótico, aleatório e fisicamente intenso carregado de emoções violentas. Textos de artes marciais das eras medieval e renascentistas são reflexivas do fato incontrovertível de que homens que desenvolviam e refinaval estes combativos para auto-defesa em encontros pessoais violentos (independente de usos não-letais ocasionais) o faziam treinando para serem fortes, rápidos, imprevisíveis e fluidos na aplicação de suas técnicas de luta. As obras-fonte histórica que estudamos não eram manuais de torneio ou manuais de coreografias. Estas eram artes de combate. Eram feitas primariamente para causar danos e morte. Portanto, em nossa presente exploração nós precisamos emular rasoavelmente, tanto quanto possível, sua fisicalidade e mindset. Se feito de outra forma, nós precisamos reconhecer que estariamos significativamente alterando nossa perspectiva. Por, logicamente, aquele com premissas básicas mais detalhadas e sempre evoluindo vão se adaptar melhor e processar melhor informações de fontes literárias.
Nosso objetivo central no estudo das artes marciais da renascença é reconstruir e entender estes métodos ou sistemas históricos de auto-defesa como descritos e apresentados nos ensinamentos fonte. Durante nossa exploração das fontes, construimos um certo "modelo" de conceitos delineados baseados em evidências empíricas (tão bem quanto podemos determinar por aplicações não-letais) coletadas por experimentação prática. Este modelo de como princípios e técnicas de luta funcionam é refinado enquanto aprendemos mais sobre aplicação física dos elementos base. No entanto, este processo de hipóteses, experimento e análise é extremamente sucetível a fatores subjetivos consideráveis: metodologia de abordagem e intensidade de esforço, premissas base sobre função e natureza de armas e violência pessoal, condicionamento e atleticismo físico, as intenções e motivos de um praticante, escolha de equipamento, etc. Estes fatores, os quais podem diferir significativamente de indivíduo para indivíduo e grupo para grupo, vai decididamente colorir expectativas, sem falar em conclusões alcançadas, e realizações alcançadas.
Neste esforço há "lutadores" e há "pesquisadores", e também há aqueles que até certo nível ou outro são ambos. É o grau de diferença entre eles que, por vezes, cria más comunicações ou maus entendimentos sobre aplicações; mas sendo uma arte marcial, em termos de nossas atividades, o aspecto de "lutar" vai, e muito justamente deve, tomar mais precedência que a pesquisa (apesar de ambos serem cuciais). No final das contas, nos resultados finais de pesquisa que leva a interpretações são apenas sobre compreender e demonstrar aplicações efetivas do combate - e isso requer habilidade física. O ofício não é sobre apenas falar sobre ou explicar técnicas, mas sobre tentá-las contra alguém que naõ vai propositadamente cooperar. Estas habilidades eram artes de /luta/ e, logicamente, em qualquer exploração se deve abordar /como/ uma arte de luta.
Compilando um conjunto de pressupostos básicos, portanto, requer que você primeiro desenvolva um senso de perspectiva onde somos historicamente, teoricamente e praticamente no estudo da esgrima. O nosso campo de investigação é jovem e ainda encontrando seu caminho. Há muito tempo a nossa frente para todos os envolvidos em aprender sobre os verdadeiros ensinamentos das fontes históricas e ganhar uma habilidade marcial real na demonstração efetiva delas. O resultado de fazer isso vai serão premissas básicas melhor refinadas e mais substanciais.
Artigo acessado no dia 24/08/2012 no endereço: http://www.thearma.org/essays/core_assumptions.html
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